quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Canção Para os Mortos


Traci Lords - Love Never Dies


Por muito tempo procurei essa faixa, cantada pela lendária Traci Lords; provavelmente, mais conhecida por outros dotes que não os de cantora. Que seja, então. Agora, nessa Love Never Dies, que faz parte da trilha sonora de Cemitério Maldito 2 (Pet Sematary II, 1992), ela chega com tudo, trazendo uma sonoridade alternativa bem a cara dos anos 90.  Somando-se ao resto da trilha sonora rock & roll do filme, e resultando na mistura de sentimentos que é essa história do além túmulo.


Há quem torça o nariz para essa sequência, mas acho uma falta de visão das coisas. Se no original o que dominava era uma atmosfera de areia de túmulo, onde você podia quase sentir o cheiro da morte, nesse segundo o horror é sustentado por um lamento de perda e saudade do que amamos. A cena da morte de Zowie, por exemplo. Enteado do áustero xerife Gus Gilbert (Clancy Brown), o garoto Drew senta-se ao lado de seu cachorro Zowie, atingido com um tiro disparado pelo próprio padrasto. E sentado ao pé de uma árvore, no frio da noite, aguarda o momento final para o cão, mortalmente ferido em seu colo. Tudo isso ao som de Fading Away da Jan King. A história é permeada por esses momentos. Quem não viu, recomendo engajadamente.


Um dos maiores desafios para o horror é justamente unir elementos aterrorizantes com densidade de sentimentos. O horror, a partir daí, se torna mais poderoso, fixando-se em nossa alma quando o desfrutamos. Gostei muito do recente Heartless, mas nesse não vemos uma típica história de terror. E naquele comecinho de década de 90, foi isso que Mary Lambert nos deu: uma típica história de terror, mas que pode nos tocar de maneira mais profunda. Não deixou de ser uma feliz experimentação por parte de Lambert, e ainda acho um filme muito bom, bem acima da média dentro do gênero. Nem preciso falar "até os dias de hoje", porque a linha de horror que me interessa morreu há muito tempo.        

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sábado, 24 de setembro de 2011

The Night Flier (1997)

Um plano de Vôo Noturno (The Night Flier, 1997)

"Quer minha opinião sobre o Inside View? Está bem, eu lhe darei. E não tem nada a ver com filosofia, acredite. Inside View é a ilustração da loucura. É o diário do mundano e perigosamente doentio. Professores de jardim colocando fogo nos alunos, porque pensam que as crianças planejam matá-los. Cultos satânicos executando ciclistas. E agora o melhor: Depois de falar com todos esses loucos, todos os dias - sempre -, às vezes as histórias podem afetar você; se instalam como se fossem um câncer E logo, toda essa merda começa a fazer sentido. Foi o que aconteceu com Dottie Walsh. Tinha gana, que nem você. Ela começou a acreditar no inacreditável. Em menos de um ano da sua contratação, ela estava morta. Foi para casa e tomou um banho com um saco na cabeça. Hi Dottie, Bye Dottie! Pelo menos foi uma ótima capa."

 Sonzeira que rola ao fundo de uma
determinada cena em The Night Flyer

domingo, 29 de maio de 2011

Momento Minhas Músicas!!!



Hubert Kah - Explain The World In A Word


Segundo o meu grande amigo Gustavo - também conhecido como O Libanês da Malta - se você sabe inglês, aprender alemão se torna bem mais fácil. Acredito que o inverso também funcione. Sendo assim, temos Hubert Kah, esse alemão que nos anos 80 contribuiu com o meu estilo musical preferido, a new wave. 

Era o início da Neue Deutsche Welle, isto é, a New Wave Germânica. Cena que revelou, por exemplo, o Alphaville, em meados dos anos 80. Eram bandas que hora cantavam em alemão, hora cantavam em inglês - ou somente em inglês. O próprio Hubert chegou a lançar alguns discos em sua língua mater. 

Ele e sua banda têm uma música no excelente Once Bitten, estrelado pelo Jim Carrey em 85, capaz de fazer você sentir uma eletricidade toda especial no ar. The Picture é o nome da canção. Outra boa é essa Explain The World In A Word, do mesmo álbum da climática Lonesome Cowboy, o Tensong, lançado em 86. Aquele tipo de som que você não enjoa, vez por outra tá escutando e a curtição é a mesma.

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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Momento Minhas Músicas!!!



Roxy Music - Same Old Scene

Banda do erudito Brian Ferrel - a sua Is Your Love Strong Enough foi tema do clássico A Lenda, e, também, acabou indo parar na trilha de Três Formas de Amar - e classificada de "art rock". Eu acho horrível essa designação! Mas é compreensível, eles eram bastante experimentalistas e performáticos, pelo menos no começo. Até Brian Enno passou pela banda, saiu depois do segundo disco.

Só sei que avaliando por essa fantástica "Same Old Scene" (ela é da trilha sonora do não muito lembrado Time Square), esses caras sabiam o que era ter swing - algo daquele soul anos 70 das ruas, sabe? - estilo e presença de palco. Ou seria presença de clipe?

Tudo bem, a essa altura, início dos anos 80, o trabalho da banda já não era mais tão esquisitão. Muita gente tinha saído e outras tinham entrado. Ainda assim, essa música e esse clipe são justamente essas coisas para mim: bom gosto, estilo e presença. Com vocês, Same Old Scene...